As leis fundamentais da estupidez humana

De Carlo M. Cipolla
Encenação João de Brito

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um ensaio de Carlo Cipolla de 1973 em que o historiador económico italiano definiu, de forma bastante cómica, o comportamento humano baseado nas nossas acções e nas consequências que elas têm nos outros. Para Cipolla, o grande perigo da humanidade é a estupidez e os estúpidos, pessoas que conseguem prejudicar-se a si próprias e aos outros e que, infelizmente, proliferam em todos os quadrantes da sociedade.

50 anos depois, João de Brito, decidiu levar à cena este texto filosófico e político, colocando a acção num talho e chamando várias artes para o acompanhar na encenação, Miguel Graça no texto, Noiserv na música e Vítor Ferreira no desenho, num espectáculo que se propõe ser ao mesmo tempo uma reflexão sobre os nossos tempos e sobre o maior dos nossos inimigos, a estupidez.

 

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um texto provocador do italiano Carlo Cipolla, feito quase como uma brincadeira, que tem a intenção, corroborada pelas palavras iniciais do autor no prefácio, de ser algo humorístico e não irónico, preocupação que talvez antecipasse, mesmo que inconscientemente, os tempos em que vivemos actualmente, em que tudo deve ser medido não pelo conteúdo ou pelo significado mas apenas na extensão do que pode provocar no outro, ou seja, no que pode, ou não ofender o outro. São tempos estranhos, sobretudo para a comédia, e Cipolla parece ter já medo desta época em que o pensamento pode ser confrontado com o seu maior inimigo: a estupidez. François de La Rochefoucauld, já no séc. XVII, avisava-nos para essa nossa tendência para nos considerarmos superiores a nós próprios. Dizia ele, que todos nos queixamos da falta de memória, mas que nenhum de nós se queixa da falta de inteligência. Grande verdade da vida e grande mentira do nosso Eu, sempre resguardado por essa carapaça de que estamos acima dos outros, ou, pelo menos, acima da nossa certeza de que não somos o outro, ou seja, que não somos estúpidos. É uma verdade absoluta que Cipolla demonstra em poucas páginas:

A estupidez é uma acção que tem consequências negativas para nós e para os outros, e, infelizmente, sem que haja sequer consciência dessa realidade.

A grande questão de Cipolla é que a estupidez está directamente ligada com o poder, uma vez que quanto maior poder maior serão as consequências para quem é afectado pela estupidez e é nesse sentido que este texto acaba por ser, também, um manifesto político e uma reflexão importante sobre os nossos tempos.

Miguel Graça

Texto | Carlo M. Cipolla
Criação, encenação e dramaturgia | João de Brito
Adaptação e apoio à dramaturgia | Miguel Graça
Interpretação | João de Brito, Noiserv e Raquel Fradique
Sonoplastia e apoio à criação | Noiserv
Desenho digital ao vivo | Vítor Ferreira
Desenho de luz | Jorge Ribeiro
Cenografia | F. Ribeiro
Figurinos | José́ António Tenente
Direcção técnica | Show Ventura
Direcção de producção | Sandro Benrós
Assistência de producção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Co-produção | Teatro da Trindade INATEL e LAMA Teatro
Apoio institucional | Município de Faro
Apoio | Teatro da Comuna
Agradecimentos | Cultura Editora, Hipnose – Produções Artísticas

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Apresentações públicas

2024

30 novembro | Teatro Lethes, Faro 

23 novembro, 21h30 | Teatro Municipal da Covilhã (Covilhã)

18 de julho | “Noites na Nora”, Serpa

23 março (horário a definir) | CCL – Centro de Cultura de Lagos (Lagos)

3 fevereiro | Casa da Criatividade, São João da Madeira | 3 de Fevereiro

 

2023

28 outubro, 21h30 | ACASO Festival Internacional de Teatro / Teatro Miguel Franco (Leiria)

16 setembro, 21h | Teatro Viriato (Viseu)

25 maio a 9 julho | Teatro da Trindade (Lisboa)

Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler

De João de Brito

Conceito

Todos os participantes são convidados a “roubar” um livro numa cabine de leitura, surripiando palavras de outrem que ecoam de certa maneira no seu íntimo.  A ideia é essa, trazer um livro e as consequentes palavras, para que possamos explorar a relevância desse objecto e o seu conteúdo. Se tivéssemos meia hora em que todas as pessoas do mundo nos estão a escutar, o que diríamos? Essa argumentação global é inspirada pelas palavras do livro que têm à frente e ampliada a partir do segundo objecto desta oficina, o telemóvel. Alguns participantes vão ler o que mais lhes interessa e o que acham mais relevante daquele livro, os outros vão estar em directo nas redes sociais, a partir de vários planos. Interessa pesquisar estes três planos da leitura: a leitura para nós (estar connosco); ler com o outro e a consequente partilha; ler em várias dimensões: para o mundo através da câmara do telemóvel, para quem filma e para quem nos rodeia in loco.

Se tivéssemos meia hora em que todas as pessoas do mundo nos estão a escutar, o que diríamos?

Sinopse

21 é o número de performers que roubaram livros na cabine. 21 é número de perfomers que vão ocupar o espaço em forma de poesia de porta aberta. O público é convidado a entrar nesta exposição viva, onde pode observar a dicotomia entre os momentos de leitura e a versão online dos nossos corpos. Levar telemóvel é urgente e obrigatório.

Génese

Este projecto foi inicialmente desenvolvido em 2019, no âmbito da iniciativa Pouca Terra, Pouca Terra, uma mostra de teatro organizada pelo LAMA Teatro, inserida na programação do Festival F, que decorre em Faro.

A convite do LAMA Teatro, sob a direcção e coordenação de João de Brito, 21 mulheres oriundas da região do Algarve e ligadas às artes performativas, inspiradas pelas premissas propostas no decorrer da oficina de criação, construíram uma performance para ser apresentada no Festival F. Agora, propomo-nos a levar este projecto a outras localidades e regiões, desafiando outros intervenientes a embarcar nesta oficina/performance.

Concepção e coordenação | João de Brito
Interpretação | Participantes oficina “Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler”

Apresentações públicas

2023

01 a 03 março, 18h (oficina) | Festa do Teatro (Montemor-o-Novo)

04 março, 18h30 (performace) | Festa do Teatro (Montemor-o-Novo)

batalha

De Sandro William Junqueira
Encenação João de Brito

A tombola de acrílico começa a girar. Lá dentro, agitam-se as bolas coloridas. Um acaso é sempre inconcebível, como todos os acasos. Este, em forma de tira de papel retirada de dentro da tombola, diz-nos o seguinte: a vida da turma do 11.º F não voltará a ser a mesma. Aquele ano letivo, que ia ser normal; com uma professora exausta, como seria de esperar; com alunos encaminhados para mais um desastre pedagógico, infelizmente muito habitual; aquele ano letivo afinal girou nas voltas do sorteio e, por ordem governamental, mudou de rumo. Agora, o 11.º F, e logo o daquela escola invisível para os rankings das vaidades, vai ter a responsabilidade de transmitir ao mundo todo, via streaming, alguns dos episódios mais marcantes da História de Portugal.

Postos perante o destino, professora e alunos acertam contas com o eterno retorno ao lugar do erro, com as manias ocidentais da superioridade, com os vencedores que se acham melhores que os vencidos, com a norma que olha de lado para a diferença.

Esta história não é nova. E a História de Portugal também não: é antiga e antiquada e cheia de batalhas datadas. Como é que alunos do século XXI conduzidos por uma professora do século XX servida por métodos de ensino do século XIX se podem preparar para este confronto com o discurso histórico dominante e consigo próprios? A imaginação é uma arma poderosa. É através dela que a nossa espécie sobrevive no mundo. E a voz dos esquecidos sobe muito alto enquanto fura o caminho para se fazer ouvir. A batalha aproxima-se.

Espetáculo concebido para 3.º ciclo e secundário

Ficha artística e técnica
Encenação e dramaturgia | João de Brito
Texto | Sandro William Junqueira
Assistência de encenação | Inês Ferreira da Silva
Interpretação | Ana de Oliveira e Silva, André Rodrigues, Benedito José, Catarina Couto Sousa, Joana Bárcia, João de Brito, João Santos e Patrícia Fonseca
Desenho de luz: |Jorge Ribeiro
Cenografia | Henrique Ralheta
Consultoria artística | Sir Scratch
Consultoria pedagógica | Jorge Ramos do Ó
Sonoplastia | Noiserv
Figurinos | José António Tenente
Direção técnica | Show Ventura
Direção executiva  Sandro Benrós
Produção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Coprodução | Teatro Nacional D. Maria II, Teatro das Figuras, LAMA Teatro

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Duração | 1h30 s/intervalo

Classificação Etária | M/12

Apresentações públicas

2023

03 novembro, 10h30 e 15h (escolas) | Teatro das Figuras (Faro)

04 novembro, 19h (famílias) | Teatro das Figuras (Faro)

10 novembro, 10h30 e 14h30 (escolas) | Auditório Municipal de Portel

11 novembro, 21h30 (famílias) | Auditório Municipal de Portel

17 novembro, 10h30 e 15h (escolas) | Centro de Artes de Sines

18 novembro, 16h (famílias) | Centro de Artes de Sines

23 novembro, 15h (escolas) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

24 novembro, 11h (escolas) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

25 novembro, 16h (famílias) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

2024

18 e 19 abril, 11h (escolas) | Black Box CCB (Lisboa)

20 abril, 19h (famílias) | Black Box CCB (Lisboa)

21 abril, 16h (famílias) | Black Box CCB (Lisboa)

O valor das pequenas coisas

De João de Brito

Numa feira onde se vende de tudo, um rapaz rico não resiste a comprar tudo o que vê.

Vibra ao sentir aquilo que o dinheiro lhe permite alcançar. Sente-se poderoso. Sente-se um autêntico super-herói.

Veste-se e age como tal. Até descobrir uma pequena banca onde encontra uma rapariga que lhe pode mudar a maneira de ver o Mundo. O que ela vende não custa dinheiro; aliás, o dinheiro não lhe interessa. É mais simples do que isso: o que ela quer são coisas que fazem acelerar o coração.

Criação, encenação | João de Brito
Texto | David Machado
Interpretação |Cleia Almeida, João de Brito, Noiserv e Vítor Silva Costa
Cenografia |Wilson Mestre Galvão
Desenho de luz | Jorge Ribeiro
Figurinos | José́ António Tenente
Música original e assistência de encenação | Noiserv
Direcção de produção | Sandro Benrós
Co-produção | LAMA Teatro e Lu.Ca – Teatro Luís de Camões

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Apresentações públicas

2022

03 novembro, 14h30 (escolas) e 19h (famílias)| Teatro Lethes (Faro)

17, 18, 25 e 29 novembro, 10h30 (escolas)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

22, 23 e 24 novembro, 10h30 e 14h30 (escolas)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

19 novembro, 16h30 e 18h30 (famílias)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

20, 26 e 27 novembro: 16h30 (famílias)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

2024

27 janeiro, 16h (famílias)| Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida (Montijo)

À babuja

De João de Brito

Num dia soalheiro, um homem larga a sua rotina e, inspirado por um livro de aventuras, dá largas ao cavalo da imaginação.

Estar «à Babuja» significa muita coisa e uma delas é estar à beira – das pessoas certas

Este cavaleiro dos tempos modernos precisa de um co-piloto, de uma dama nobre a quem arrebatar com uma serenata e de inimigos. Um Dom Rodrigo e um medronho também não lhe cairiam mal. Dois actores e um músico dão corpo a este épico algarvio, temperado com o melhor que o Algarve tem. Estar «à Babuja» significa muita coisa e uma delas é estar à beira – das pessoas certas.

Encenação | João de Brito
Dramaturgia | Joana Bértholo e João de Brito
Interpretação | André Canário, Igor Martins e João de Brito
Sonoplastia | Igor Martins
Cenografia e adereços | Carla Martinez e Isabelle Yvonne
Cenografia (sala e auditório) | Wilson Mestre Galvão
Figurinos | José António Tenente
Consultoria artística | Catarina Requeijo e Yola Pinto
Fotografia e vídeo | Diogo Simão
Produção | LAMA Teatro
Financiamento | Programa 365 Algarve

Apresentações públicas

2023

12 julho, 21h30 | Parque das Feiras de Alcantarilha (Silves)

18 julho, 21h30 | Polidesportivo de Pêra (Silves)

19 julho, 22h | Antigo minigolfe de Armação de Pêra (Silves)

23 julho, 21h30 | Complexo das Piscinas Municipais de Silves (Silves)

25 julho, 21h30 | Instalações do Sport Algoz e Benfica (Silves)

26 julho, 21h30 | Largo da Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines (Silves)

28 julho, 21h30 | Largo da Igreja de São Marcos da Serra (Silves)

2 agosto, 21h30 | Junta de Freguesia de Tunes (Silves)

Carripana

De João de Brito e Manuela Pedroso

“Carripana” [teatro/dança] é um projecto vagabundo, itinerante, mas de um grande rigor estético. A sua acção decorre numa carrinha Citroën Berlingo, ligeira de mercadorias, onde toda a caixa traseira está cenografada e quando se abrem as portas é dado início à ilusão teatral.

O ponto de partida desta obra são três palavras que têm ligação umbilical com o universo algarvio: vento, chapéus e marés.

Os criadores, João de Brito e Manuela Pedroso, basearam-se nestas três palavras, para efectuar a sua pesquisa e chegaram, assim, aos seguintes livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura para o pré-escolar: “Este chapéu não é meu”, “Quero o meu chapéu”, “Achámos Um chapéu”, de Jon Klassen; “O chapeleiro e o vento”, de Catarina Sobral; “Onda”, de Suzy Lee; “Os bolsos da Marta”, de Quentin Blake; “Presos”, de Oliver Jeffers; “A grande viagem do pequeno Mi”, de Samuel William Junqueira e Rachel Caiano.

No espectáculo “Carripana” é usada uma linguagem física e onomatopaica, surgindo apenas duas palavras: “Citroën”, uma francesa interpretada por Manuela Pedroso e “Berlingo”, um italiano, interpretado por João de Brito.

O cerne da acção teatral é a tentativa de executar um número performativo (uma dança), que mistura o universo sonhador da caixinha de música e a sensibilidade do tango.

Embora o espectáculo “Carripana” tenha sido, originalmente, concebido para um público em idade pré-escolar, o seu carácter eclético adequa-se a qualquer faixa etária, nacionalidade e espaço de apresentação não convencional.

“Carripana” é um espectáculo realizado em co-produção com o São Luíz Teatro Municipal e financiado pelo Turismo de Portugal / 365 Algarve.

Sinopse

Um homem e uma mulher percorrem o mundo a dançar tendo como palco a sua carrinha “Berlingo”. A dança só se instala quando as suas vontades se juntam, o que nem sempre acontece. O que atrapalha a harmonia entre estes “saltimdanços”? Que tropelias se cruzam na sua procura de encontro? Como atravessam impossíveis para chegar ao universo que os une?

Criação, encenação | João de Brito e Manuela Pedroso
Interpretação | João de Brito/João Dantas e Manuela Pedroso
Consultoria | Catarina Requeijo
Cenografia | Fernando Ribeiro
Música | Teresa Gentil
Caricaturas | Wagner Borges
Imagens promocionais | Sofia Marques Ferreira
Vídeo promocional |Miguel Leão
Apoio logístico | Fórum Dança, Academia das Artes de Lisboa, Largo Residências
Apoio | Frame Colectivo
Direcção de produção | Sandro Benrós
Produção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Co-produção | LAMA Teatro e São Luiz Teatro Municipal
Projecto financiando por | Turismo de Portugal / 365Algarve

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Duração | 35 minutos

Classificação etária | M/3

Apresentações públicas

2024

Theatro Gil Vicente, Barcelos | 7 de julho

Festival MARAVILHA | 9 junho

Colégio Pedro Arrupe, Lisboa | 1 de junho

 

2023

ONG Oficina, Lisboa | 26 de novembro

Morning Act, Loulé | 30 de setembro

Festival MOCHILA, Faro | 6 de maio

Escola Secundária de Sampaio, Sesimbra | 20 de abril

Mercado de Moncarapacho| 25 de março

Largo do Museu de Olhão | 25 de março

Largo da Igreja de Pechão |25 de março

Chasfa, Quelfes |26 de março

Largo da República, Fuzeta |26 de março

Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida (Montijo) | 27 janeiro

Romeu & Romeu

De João de Brito e Nuno Preto

O que é que matou o amor?

Esta é a primeira pergunta do espectáculo. Uma pergunta que se veste de conferência. Uma conferência que não o é, porque o amor é muito mais que palavras como resposta.

Partindo de uma ideia de amor de Shakespeare na sua obra primordial, ‘Romeu e Julieta’, Romeu e Romeu é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade.

Parece uma palavra fatal, assim como o destino de Julieta e Romeu, mas, se esta fatalidade não existisse, provavelmente estaríamos a falar de outros dois nomes, porque é inevitável um destino destes para que ele seja recordado.

Romeu e Romeu é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade

Ou não?

Espectáculo criado para todos os públicos, com a colaboração de todos os públicos, num processo pós-confinamento, claramente tocado pelo novo conceito de baile de máscaras.

Criação e interpretação | João de Brito e Nuno Preto
Texto | Nuno Preto com João de Brito
Aconselhamento artístico | António Durães, Leonor Keil, Pedro Gil e Valter Lobo
Criação de conteúdos video e fotografia de cena | João Catarino
Desenho de luz | Carlos Arroja
Música | Nuno Preto
Construção de cenografia | Tó Quintas
Produção | LAMA Teatro
Co-produção | Cine-Teatro Louletano / Teatro das Figuras / Teatro de Vila Real

Apresentações públicas

2021

9 outubro (horário a definir) | Évora Teatro Fest (Évora)

(Datas a definir) | CineTeatro Louletano (Loulé) – 5 espectáculos para escolas + 1 espectáculo para público geral

(Data a definir) | Teatro de Vila Real (Vila Real)

(Data a definir) | Auditório António Silva (Cacém)

Residências

21 a 30 setembro 2020 | Circolando (Porto)

8 a 18 setembro 2020 | CaPA (Faro)

26 a 30 agosto 2020 | Festival A Salto (Elvas)

17 a 23 agosto 2020 | O Espaço do Tempo (Montemor-o-novo)

As leis fundamentais da estupidez humana

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um ensaio de Carlo Cipolla de 1973 em que o historiador económico italiano definiu, de forma bastante cómica, o comportamento humano baseado nas nossas acções e nas consequências que elas têm nos outros. Para Cipolla, o grande perigo da humanidade é a estupidez e os estúpidos, pessoas que conseguem prejudicar-se a si próprias e aos outros e que, infelizmente, proliferam em todos os quadrantes da sociedade.

50 anos depois, João de Brito, decidiu levar à cena este texto filosófico e político, colocando a acção num talho e chamando várias artes para o acompanhar na encenação, Miguel Graça no texto, Noiserv na música e Vítor Ferreira no desenho, num espectáculo que se propõe ser ao mesmo tempo uma reflexão sobre os nossos tempos e sobre o maior dos nossos inimigos, a estupidez.

 

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um texto provocador do italiano Carlo Cipolla, feito quase como uma brincadeira, que tem a intenção, corroborada pelas palavras iniciais do autor no prefácio, de ser algo humorístico e não irónico, preocupação que talvez antecipasse, mesmo que inconscientemente, os tempos em que vivemos actualmente, em que tudo deve ser medido não pelo conteúdo ou pelo significado mas apenas na extensão do que pode provocar no outro, ou seja, no que pode, ou não ofender o outro. São tempos estranhos, sobretudo para a comédia, e Cipolla parece ter já medo desta época em que o pensamento pode ser confrontado com o seu maior inimigo: a estupidez. François de La Rochefoucauld, já no séc. XVII, avisava-nos para essa nossa tendência para nos considerarmos superiores a nós próprios. Dizia ele, que todos nos queixamos da falta de memória, mas que nenhum de nós se queixa da falta de inteligência. Grande verdade da vida e grande mentira do nosso Eu, sempre resguardado por essa carapaça de que estamos acima dos outros, ou, pelo menos, acima da nossa certeza de que não somos o outro, ou seja, que não somos estúpidos. É uma verdade absoluta que Cipolla demonstra em poucas páginas:

A estupidez é uma acção que tem consequências negativas para nós e para os outros, e, infelizmente, sem que haja sequer consciência dessa realidade.

A grande questão de Cipolla é que a estupidez está directamente ligada com o poder, uma vez que quanto maior poder maior serão as consequências para quem é afectado pela estupidez e é nesse sentido que este texto acaba por ser, também, um manifesto político e uma reflexão importante sobre os nossos tempos.

Miguel Graça

Texto | Carlo M. Cipolla
Criação, encenação e dramaturgia | João de Brito
Adaptação e apoio à dramaturgia | Miguel Graça
Interpretação | João de Brito, Noiserv e Vítor Ferreira
Sonoplastia e apoio à criação | Noiserv
Desenho digital ao vivo | Vítor Ferreira
Desenho de luz | Jorge Ribeiro
Cenografia | F. Ribeiro
Figurinos | José́ António Tenente
Direcção técnica | Show Ventura
Direcção de producção | Sandro Benrós
Assistência de producção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Co-produção | Teatro da Trindade INATEL e LAMA Teatro
Apoio institucional | Município de Faro
Apoio | Teatro da Comuna
Agradecimentos | Cultura Editora, Hipnose – Produções Artísticas
Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Apresentações públicas

2023

25 maio a 9 julho | Teatro da Trindade (Lisboa)

16 setembro, 21h | Teatro Viriato (Viseu)

28 outubro, 21h30 | ACASO Festival Internacional de Teatro / Teatro Miguel Franco (Leiria)

2024

2 março (horário a definir) | CCL – Centro de Cultura de Lagos (Lagos)

23 novembro, 21h30 | Teatro Municipal da Covilhã (Covilhã)

Batalha

A tombola de acrílico começa a girar. Lá dentro, agitam-se as bolas coloridas. Um acaso é sempre inconcebível, como todos os acasos. Este, em forma de tira de papel retirada de dentro da tombola, diz-nos o seguinte: a vida da turma do 11.º F não voltará a ser a mesma. Aquele ano letivo, que ia ser normal; com uma professora exausta, como seria de esperar; com alunos encaminhados para mais um desastre pedagógico, infelizmente muito habitual; aquele ano letivo afinal girou nas voltas do sorteio e, por ordem governamental, mudou de rumo. Agora, o 11.º F, e logo o daquela escola invisível para os rankings das vaidades, vai ter a responsabilidade de transmitir ao mundo todo, via streaming, alguns dos episódios mais marcantes da História de Portugal.

Postos perante o destino, professora e alunos acertam contas com o eterno retorno ao lugar do erro, com as manias ocidentais da superioridade, com os vencedores que se acham melhores que os vencidos, com a norma que olha de lado para a diferença.

Esta história não é nova. E a História de Portugal também não: é antiga e antiquada e cheia de batalhas datadas. Como é que alunos do século XXI conduzidos por uma professora do século XX servida por métodos de ensino do século XIX se podem preparar para este confronto com o discurso histórico dominante e consigo próprios? A imaginação é uma arma poderosa. É através dela que a nossa espécie sobrevive no mundo. E a voz dos esquecidos sobe muito alto enquanto fura o caminho para se fazer ouvir. A batalha aproxima-se.

Espetáculo concebido para 3.º ciclo e secundário

Ficha artística e técnica
Encenação e dramaturgia | João de Brito
Texto | Sandro William Junqueira
Assistência de encenação | Inês Ferreira da Silva
Interpretação | Ana de Oliveira e Silva, André Rodrigues, Benedito José, Catarina Couto Sousa, Joana Bárcia, João de Brito, João Santos e Patrícia Fonseca
Desenho de luz: |Jorge Ribeiro
Cenografia | Henrique Ralheta
Consultoria artística | Sir Scratch
Consultoria pedagógica | Jorge Ramos do Ó
Sonoplastia | Noiserv
Figurinos | José António Tenente
Direção técnica | Show Ventura
Direção executiva  Sandro Benrós
Produção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Coprodução | Teatro Nacional D. Maria II, Teatro das Figuras, LAMA Teatro

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Duração | 1h30 s/intervalo

Classificação Etária | M/12

Apresentações públicas

2023

03 novembro, 10h30 e 15h (escolas) | Teatro das Figuras (Faro)

04 novembro, 19h (famílias) | Teatro das Figuras (Faro)

10 novembro, 10h30 e 14h30 (escolas) | Auditório Municipal de Portel

11 novembro, 21h30 (famílias) | Auditório Municipal de Portel

17 novembro, 10h30 e 15h (escolas) | Centro de Artes de Sines

18 novembro, 16h (famílias) | Centro de Artes de Sines

23 novembro, 15h (escolas) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

24 novembro, 11h (escolas) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

25 novembro, 16h (famílias) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

2024

18 e 19 abril, 11h (escolas) | Black Box CCB (Lisboa)

20 abril, 19h (famílias) | Black Box CCB (Lisboa)

21 abril, 16h (famílias) | Black Box CCB (Lisboa)

Carripana

“Carripana” [teatro/dança] é um projecto vagabundo, itinerante, mas de um grande rigor estético. A sua acção decorre numa carrinha Citroën Berlingo, ligeira de mercadorias, onde toda a caixa traseira está cenografada e quando se abrem as portas é dado início à ilusão teatral.

O ponto de partida desta obra são três palavras que têm ligação umbilical com o universo algarvio: vento, chapéus e marés.

Os criadores, João de Brito e Manuela Pedroso, basearam-se nestas três palavras, para efectuar a sua pesquisa e chegaram, assim, aos seguintes livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura para o pré-escolar: “Este chapéu não é meu”, “Quero o meu chapéu”, “Achámos Um chapéu”, de Jon Klassen; “O chapeleiro e o vento”, de Catarina Sobral; “Onda”, de Suzy Lee; “Os bolsos da Marta”, de Quentin Blake; “Presos”, de Oliver Jeffers; “A grande viagem do pequeno Mi”, de Samuel William Junqueira e Rachel Caiano.

No espectáculo “Carripana” é usada uma linguagem física e onomatopaica, surgindo apenas duas palavras: “Citroën”, uma francesa interpretada por Manuela Pedroso e “Berlingo”, um italiano, interpretado por João de Brito.

O cerne da acção teatral é a tentativa de executar um número performativo (uma dança), que mistura o universo sonhador da caixinha de música e a sensibilidade do tango.

Embora o espectáculo “Carripana” tenha sido, originalmente, concebido para um público em idade pré-escolar, o seu carácter eclético adequa-se a qualquer faixa etária, nacionalidade e espaço de apresentação não convencional.

“Carripana” é um espectáculo realizado em co-produção com o São Luíz Teatro Municipal e financiado pelo Turismo de Portugal / 365 Algarve.

Sinopse

Um homem e uma mulher percorrem o mundo a dançar tendo como palco a sua carrinha “Berlingo”. A dança só se instala quando as suas vontades se juntam, o que nem sempre acontece. O que atrapalha a harmonia entre estes “saltimdanços”? Que tropelias se cruzam na sua procura de encontro? Como atravessam impossíveis para chegar ao universo que os une?

Criação, encenação | João de Brito e Manuela Pedroso
Interpretação | João de Brito/João Dantas e Manuela Pedroso
Consultoria | Catarina Requeijo
Cenografia | Fernando Ribeiro
Música | Teresa Gentil
Caricaturas | Wagner Borges
Imagens promocionais | Sofia Marques Ferreira
Vídeo promocional |Miguel Leão
Apoio logístico | Fórum Dança, Academia das Artes de Lisboa, Largo Residências
Apoio | Frame Colectivo
Direcção de produção | Sandro Benrós
Produção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Co-produção | LAMA Teatro e São Luiz Teatro Municipal
Projecto financiando por | Turismo de Portugal / 365Algarve

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Duração | 35 minutos

Classificação etária | M/3

Apresentações públicas

2023

27 janeiro, 16h (famílias) | Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida (Montijo)

25 março, 10h30 | Mercado de Moncarapacho (Olhão)

25 março, 17h | Largo do Museu de Olhão

25 março, 21h30 | Largo da Igreja de Pechão (Olhão)

26 março, 16h | Chasfa (Quelfes / Olhão)

26 março, 18h | Largo da República na Fuzeta (Olhão)

20 abril, 10h | Escola Secundária de Sampaio (Sesimbra)

30 setembro, 11h | Largo de São Francisco (Loulé)

Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler

Conceito

Todos os participantes são convidados a “roubar” um livro numa cabine de leitura, surripiando palavras de outrem que ecoam de certa maneira no seu íntimo.  A ideia é essa, trazer um livro e as consequentes palavras, para que possamos explorar a relevância desse objecto e o seu conteúdo. Se tivéssemos meia hora em que todas as pessoas do mundo nos estão a escutar, o que diríamos? Essa argumentação global é inspirada pelas palavras do livro que têm à frente e ampliada a partir do segundo objecto desta oficina, o telemóvel. Alguns participantes vão ler o que mais lhes interessa e o que acham mais relevante daquele livro, os outros vão estar em directo nas redes sociais, a partir de vários planos. Interessa pesquisar estes três planos da leitura: a leitura para nós (estar connosco); ler com o outro e a consequente partilha; ler em várias dimensões: para o mundo através da câmara do telemóvel, para quem filma e para quem nos rodeia in loco.

Se tivéssemos meia hora em que todas as pessoas do mundo nos estão a escutar, o que diríamos?

Sinopse

21 é o número de performers que roubaram livros na cabine. 21 é número de perfomers que vão ocupar o espaço em forma de poesia de porta aberta. O público é convidado a entrar nesta exposição viva, onde pode observar a dicotomia entre os momentos de leitura e a versão online dos nossos corpos. Levar telemóvel é urgente e obrigatório.

Génese

Este projecto foi inicialmente desenvolvido em 2019, no âmbito da iniciativa Pouca Terra, Pouca Terra, uma mostra de teatro organizada pelo LAMA Teatro, inserida na programação do Festival F, que decorre em Faro.

A convite do LAMA Teatro, sob a direcção e coordenação de João de Brito, 21 mulheres oriundas da região do Algarve e ligadas às artes performativas, inspiradas pelas premissas propostas no decorrer da oficina de criação, construíram uma performance para ser apresentada no Festival F. Agora, propomo-nos a levar este projecto a outras localidades e regiões, desafiando outros intervenientes a embarcar nesta oficina/performance.

Concepção e coordenação | João de Brito
Interpretação | Participantes oficina “Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler”

Apresentações públicas

2023

01 a 03 março, 18h (oficina) | Festa do Teatro (Montemor-o-Novo)

04 março, 18h30 (performace) | Festa do Teatro (Montemor-o-Novo)

O valor das pequenas coisas

Numa feira onde se vende de tudo, um rapaz rico não resiste a comprar tudo o que vê.

Vibra ao sentir aquilo que o dinheiro lhe permite alcançar. Sente-se poderoso. Sente-se um autêntico super-herói.

Veste-se e age como tal. Até descobrir uma pequena banca onde encontra uma rapariga que lhe pode mudar a maneira de ver o Mundo. O que ela vende não custa dinheiro; aliás, o dinheiro não lhe interessa. É mais simples do que isso: o que ela quer são coisas que fazem acelerar o coração.

Criação, encenação | João de Brito
Texto | David Machado
Interpretação |Cleia Almeida, João de Brito, Noiserv e Vítor Silva Costa
Cenografia |Wilson Mestre Galvão
Desenho de luz | Jorge Ribeiro
Figurinos | José́ António Tenente
Música original e assistência de encenação | Noiserv
Direcção de produção | Sandro Benrós
Co-produção | LAMA Teatro e Lu.Ca – Teatro Luís de Camões

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Apresentações públicas

2022

03 novembro, 14h30 (escolas) e 19h (famílias)| Teatro Lethes (Faro)

17, 18, 25 e 29 novembro, 10h30 (escolas)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

22, 23 e 24 novembro, 10h30 e 14h30 (escolas)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

19 novembro, 16h30 e 18h30 (famílias)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

20, 26 e 27 novembro: 16h30 (famílias)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

2024

27 janeiro, 16h (famílias)| Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida (Montijo)

Romeu & Romeu

O que é que matou o amor?

Esta é a primeira pergunta do espectáculo. Uma pergunta que se veste de conferência. Uma conferência que não o é, porque o amor é muito mais que palavras como resposta.

Partindo de uma ideia de amor de Shakespeare na sua obra primordial, ‘Romeu e Julieta’, Romeu e Romeu é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade.

Parece uma palavra fatal, assim como o destino de Julieta e Romeu, mas, se esta fatalidade não existisse, provavelmente estaríamos a falar de outros dois nomes, porque é inevitável um destino destes para que ele seja recordado.

Romeu e Romeu é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade

Ou não?

Espectáculo criado para todos os públicos, com a colaboração de todos os públicos, num processo pós-confinamento, claramente tocado pelo novo conceito de baile de máscaras.

Criação e interpretação | João de Brito e Nuno Preto
Texto | Nuno Preto com João de Brito
Aconselhamento artístico | António Durães, Leonor Keil, Pedro Gil e Valter Lobo
Criação de conteúdos video e fotografia de cena | João Catarino
Desenho de luz | Carlos Arroja
Música | Nuno Preto
Construção de cenografia | Tó Quintas
Produção | LAMA Teatro
Co-produção | Cine-Teatro Louletano / Teatro das Figuras / Teatro de Vila Real

Apresentações públicas

2021

9 outubro (horário a definir) | Évora Teatro Fest (Évora)

(Datas a definir) | CineTeatro Louletano (Loulé) – 5 espectáculos para escolas + 1 espectáculo para público geral

(Data a definir) | Teatro de Vila Real (Vila Real)

(Data a definir) | Auditório António Silva (Cacém)

Residências

21 a 30 setembro 2020 | Circolando (Porto)

8 a 18 setembro 2020 | CaPA (Faro)

26 a 30 agosto 2020 | Festival A Salto (Elvas)

17 a 23 agosto 2020 | O Espaço do Tempo (Montemor-o-novo)

À babuja

Num dia soalheiro, um homem larga a sua rotina e, inspirado por um livro de aventuras, dá largas ao cavalo da imaginação.

Estar «à Babuja» significa muita coisa e uma delas é estar à beira – das pessoas certas

Este cavaleiro dos tempos modernos precisa de um co-piloto, de uma dama nobre a quem arrebatar com uma serenata e de inimigos. Um Dom Rodrigo e um medronho também não lhe cairiam mal. Dois actores e um músico dão corpo a este épico algarvio, temperado com o melhor que o Algarve tem. Estar «à Babuja» significa muita coisa e uma delas é estar à beira – das pessoas certas.

Encenação | João de Brito
Dramaturgia | Joana Bértholo e João de Brito
Interpretação | André Canário, Igor Martins e João de Brito
Sonoplastia | Igor Martins
Cenografia e adereços | Carla Martinez e Isabelle Yvonne
Cenografia (sala e auditório) | Wilson Mestre Galvão
Figurinos | José António Tenente
Consultoria artística | Catarina Requeijo e Yola Pinto
Fotografia e vídeo | Diogo Simão
Produção | LAMA Teatro
Financiamento | Programa 365 Algarve

Apresentações públicas

2023

12 julho, 21h30 | Parque das Feiras de Alcantarilha (Silves)

18 julho, 21h30 | Polidesportivo de Pêra (Silves)

19 julho, 22h | Antigo minigolfe de Armação de Pêra (Silves)

23 julho, 21h30 | Complexo das Piscinas Municipais de Silves (Silves)

25 julho, 21h30 | Instalações do Sport Algoz e Benfica (Silves)

26 julho, 21h30 | Largo da Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines (Silves)

28 julho, 21h30 | Largo da Igreja de São Marcos da Serra (Silves)

2 agosto, 21h30 | Junta de Freguesia de Tunes (Silves)

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Estrutura financiada
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As leis fundamentais da estupidez humana

De Carlo M. Cipolla
Encenação João de Brito

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um ensaio de Carlo Cipolla de 1973 em que o historiador económico italiano definiu, de forma bastante cómica, o comportamento humano baseado nas nossas acções e nas consequências que elas têm nos outros. Para Cipolla, o grande perigo da humanidade é a estupidez e os estúpidos, pessoas que conseguem prejudicar-se a si próprias e aos outros e que, infelizmente, proliferam em todos os quadrantes da sociedade.

50 anos depois, João de Brito, decidiu levar à cena este texto filosófico e político, colocando a acção num talho e chamando várias artes para o acompanhar na encenação, Miguel Graça no texto, Noiserv na música e Vítor Ferreira no desenho, num espectáculo que se propõe ser ao mesmo tempo uma reflexão sobre os nossos tempos e sobre o maior dos nossos inimigos, a estupidez.

 

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um texto provocador do italiano Carlo Cipolla, feito quase como uma brincadeira, que tem a intenção, corroborada pelas palavras iniciais do autor no prefácio, de ser algo humorístico e não irónico, preocupação que talvez antecipasse, mesmo que inconscientemente, os tempos em que vivemos actualmente, em que tudo deve ser medido não pelo conteúdo ou pelo significado mas apenas na extensão do que pode provocar no outro, ou seja, no que pode, ou não ofender o outro. São tempos estranhos, sobretudo para a comédia, e Cipolla parece ter já medo desta época em que o pensamento pode ser confrontado com o seu maior inimigo: a estupidez. François de La Rochefoucauld, já no séc. XVII, avisava-nos para essa nossa tendência para nos considerarmos superiores a nós próprios. Dizia ele, que todos nos queixamos da falta de memória, mas que nenhum de nós se queixa da falta de inteligência. Grande verdade da vida e grande mentira do nosso Eu, sempre resguardado por essa carapaça de que estamos acima dos outros, ou, pelo menos, acima da nossa certeza de que não somos o outro, ou seja, que não somos estúpidos. É uma verdade absoluta que Cipolla demonstra em poucas páginas:

A estupidez é uma acção que tem consequências negativas para nós e para os outros, e, infelizmente, sem que haja sequer consciência dessa realidade.

A grande questão de Cipolla é que a estupidez está directamente ligada com o poder, uma vez que quanto maior poder maior serão as consequências para quem é afectado pela estupidez e é nesse sentido que este texto acaba por ser, também, um manifesto político e uma reflexão importante sobre os nossos tempos.

Miguel Graça

Texto | Carlo M. Cipolla
Criação, encenação e dramaturgia | João de Brito
Adaptação e apoio à dramaturgia | Miguel Graça
Interpretação | João de Brito, Noiserv e Vítor Ferreira
Sonoplastia e apoio à criação | Noiserv
Desenho digital ao vivo | Vítor Ferreira
Desenho de luz | Jorge Ribeiro
Cenografia | F. Ribeiro
Figurinos | José́ António Tenente
Direcção técnica | Show Ventura
Direcção de producção | Sandro Benrós
Assistência de producção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Co-produção | Teatro da Trindade INATEL e LAMA Teatro
Apoio institucional | Município de Faro
Apoio | Teatro da Comuna
Agradecimentos | Cultura Editora, Hipnose – Produções Artísticas
Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Apresentações públicas

2023

25 maio a 9 julho | Teatro da Trindade (Lisboa)

16 setembro, 21h | Teatro Viriato (Viseu)

28 outubro, 21h30 | ACASO Festival Internacional de Teatro / Teatro Miguel Franco (Leiria)

2024

2 março (horário a definir) | CCL – Centro de Cultura de Lagos (Lagos)

23 novembro, 21h30 | Teatro Municipal da Covilhã (Covilhã)

Carripana

De João de Brito e Manuela Pedroso

“Carripana” [teatro/dança] é um projecto vagabundo, itinerante, mas de um grande rigor estético. A sua acção decorre numa carrinha Citroën Berlingo, ligeira de mercadorias, onde toda a caixa traseira está cenografada e quando se abrem as portas é dado início à ilusão teatral.

O ponto de partida desta obra são três palavras que têm ligação umbilical com o universo algarvio: vento, chapéus e marés.

Os criadores, João de Brito e Manuela Pedroso, basearam-se nestas três palavras, para efectuar a sua pesquisa e chegaram, assim, aos seguintes livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura para o pré-escolar: “Este chapéu não é meu”, “Quero o meu chapéu”, “Achámos Um chapéu”, de Jon Klassen; “O chapeleiro e o vento”, de Catarina Sobral; “Onda”, de Suzy Lee; “Os bolsos da Marta”, de Quentin Blake; “Presos”, de Oliver Jeffers; “A grande viagem do pequeno Mi”, de Samuel William Junqueira e Rachel Caiano.

No espectáculo “Carripana” é usada uma linguagem física e onomatopaica, surgindo apenas duas palavras: “Citroën”, uma francesa interpretada por Manuela Pedroso e “Berlingo”, um italiano, interpretado por João de Brito.

O cerne da acção teatral é a tentativa de executar um número performativo (uma dança), que mistura o universo sonhador da caixinha de música e a sensibilidade do tango.

Embora o espectáculo “Carripana” tenha sido, originalmente, concebido para um público em idade pré-escolar, o seu carácter eclético adequa-se a qualquer faixa etária, nacionalidade e espaço de apresentação não convencional.

“Carripana” é um espectáculo realizado em co-produção com o São Luíz Teatro Municipal e financiado pelo Turismo de Portugal / 365 Algarve.

Sinopse

Um homem e uma mulher percorrem o mundo a dançar tendo como palco a sua carrinha “Berlingo”. A dança só se instala quando as suas vontades se juntam, o que nem sempre acontece. O que atrapalha a harmonia entre estes “saltimdanços”? Que tropelias se cruzam na sua procura de encontro? Como atravessam impossíveis para chegar ao universo que os une?

Criação, encenação | João de Brito e Manuela Pedroso
Interpretação | João de Brito/João Dantas e Manuela Pedroso
Consultoria | Catarina Requeijo
Cenografia | Fernando Ribeiro
Música | Teresa Gentil
Caricaturas | Wagner Borges
Imagens promocionais | Sofia Marques Ferreira
Vídeo promocional |Miguel Leão
Apoio logístico | Fórum Dança, Academia das Artes de Lisboa, Largo Residências
Apoio | Frame Colectivo
Direcção de produção | Sandro Benrós
Produção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Co-produção | LAMA Teatro e São Luiz Teatro Municipal
Projecto financiando por | Turismo de Portugal / 365Algarve

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Duração | 35 minutos

Classificação etária | M/3

Apresentações públicas

2023

27 janeiro, 16h (famílias) | Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida (Montijo)

25 março, 10h30 | Mercado de Moncarapacho (Olhão)

25 março, 17h | Largo do Museu de Olhão

25 março, 21h30 | Largo da Igreja de Pechão (Olhão)

26 março, 16h | Chasfa (Quelfes / Olhão)

26 março, 18h | Largo da República na Fuzeta (Olhão)

20 abril, 10h | Escola Secundária de Sampaio (Sesimbra)

30 setembro, 11h | Largo de São Francisco (Loulé)

À babuja

De João de Brito

Num dia soalheiro, um homem larga a sua rotina e, inspirado por um livro de aventuras, dá largas ao cavalo da imaginação.

Estar «à Babuja» significa muita coisa e uma delas é estar à beira – das pessoas certas

Este cavaleiro dos tempos modernos precisa de um co-piloto, de uma dama nobre a quem arrebatar com uma serenata e de inimigos. Um Dom Rodrigo e um medronho também não lhe cairiam mal. Dois actores e um músico dão corpo a este épico algarvio, temperado com o melhor que o Algarve tem. Estar «à Babuja» significa muita coisa e uma delas é estar à beira – das pessoas certas.

Encenação | João de Brito
Dramaturgia | Joana Bértholo e João de Brito
Interpretação | André Canário, Igor Martins e João de Brito
Sonoplastia | Igor Martins
Cenografia e adereços | Carla Martinez e Isabelle Yvonne
Cenografia (sala e auditório) | Wilson Mestre Galvão
Figurinos | José António Tenente
Consultoria artística | Catarina Requeijo e Yola Pinto
Fotografia e vídeo | Diogo Simão
Produção | LAMA Teatro
Financiamento | Programa 365 Algarve

Apresentações públicas

2023

12 julho, 21h30 | Parque das Feiras de Alcantarilha (Silves)

18 julho, 21h30 | Polidesportivo de Pêra (Silves)

19 julho, 22h | Antigo minigolfe de Armação de Pêra (Silves)

23 julho, 21h30 | Complexo das Piscinas Municipais de Silves (Silves)

25 julho, 21h30 | Instalações do Sport Algoz e Benfica (Silves)

26 julho, 21h30 | Largo da Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines (Silves)

28 julho, 21h30 | Largo da Igreja de São Marcos da Serra (Silves)

2 agosto, 21h30 | Junta de Freguesia de Tunes (Silves)

Batalha

De Sandro William Junqueira
Encenação João de Brito

A tombola de acrílico começa a girar. Lá dentro, agitam-se as bolas coloridas. Um acaso é sempre inconcebível, como todos os acasos. Este, em forma de tira de papel retirada de dentro da tombola, diz-nos o seguinte: a vida da turma do 11.º F não voltará a ser a mesma. Aquele ano letivo, que ia ser normal; com uma professora exausta, como seria de esperar; com alunos encaminhados para mais um desastre pedagógico, infelizmente muito habitual; aquele ano letivo afinal girou nas voltas do sorteio e, por ordem governamental, mudou de rumo. Agora, o 11.º F, e logo o daquela escola invisível para os rankings das vaidades, vai ter a responsabilidade de transmitir ao mundo todo, via streaming, alguns dos episódios mais marcantes da História de Portugal.

Postos perante o destino, professora e alunos acertam contas com o eterno retorno ao lugar do erro, com as manias ocidentais da superioridade, com os vencedores que se acham melhores que os vencidos, com a norma que olha de lado para a diferença.

Esta história não é nova. E a História de Portugal também não: é antiga e antiquada e cheia de batalhas datadas. Como é que alunos do século XXI conduzidos por uma professora do século XX servida por métodos de ensino do século XIX se podem preparar para este confronto com o discurso histórico dominante e consigo próprios? A imaginação é uma arma poderosa. É através dela que a nossa espécie sobrevive no mundo. E a voz dos esquecidos sobe muito alto enquanto fura o caminho para se fazer ouvir. A batalha aproxima-se.

Espetáculo concebido para 3.º ciclo e secundário

Ficha artística e técnica
Encenação e dramaturgia | João de Brito
Texto | Sandro William Junqueira
Assistência de encenação | Inês Ferreira da Silva
Interpretação | Ana de Oliveira e Silva, André Rodrigues, Benedito José, Catarina Couto Sousa, Joana Bárcia, João de Brito, João Santos e Patrícia Fonseca
Desenho de luz: |Jorge Ribeiro
Cenografia | Henrique Ralheta
Consultoria artística | Sir Scratch
Consultoria pedagógica | Jorge Ramos do Ó
Sonoplastia | Noiserv
Figurinos | José António Tenente
Direção técnica | Show Ventura
Direção executiva  Sandro Benrós
Produção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Coprodução | Teatro Nacional D. Maria II, Teatro das Figuras, LAMA Teatro

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Duração | 1h30 s/intervalo

Classificação Etária | M/12

Apresentações públicas

2023

03 novembro, 10h30 e 15h (escolas) | Teatro das Figuras (Faro)

04 novembro, 19h (famílias) | Teatro das Figuras (Faro)

10 novembro, 10h30 e 14h30 (escolas) | Auditório Municipal de Portel

11 novembro, 21h30 (famílias) | Auditório Municipal de Portel

17 novembro, 10h30 e 15h (escolas) | Centro de Artes de Sines

18 novembro, 16h (famílias) | Centro de Artes de Sines

23 novembro, 15h (escolas) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

24 novembro, 11h (escolas) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

25 novembro, 16h (famílias) | Teatro-Cinema de Ponte de Sor

2024

18 e 19 abril, 11h (escolas) | Black Box CCB (Lisboa)

20 abril, 19h (famílias) | Black Box CCB (Lisboa)

21 abril, 16h (famílias) | Black Box CCB (Lisboa)

Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler

Conceito

Todos os participantes são convidados a “roubar” um livro numa cabine de leitura, surripiando palavras de outrem que ecoam de certa maneira no seu íntimo.  A ideia é essa, trazer um livro e as consequentes palavras, para que possamos explorar a relevância desse objecto e o seu conteúdo. Se tivéssemos meia hora em que todas as pessoas do mundo nos estão a escutar, o que diríamos? Essa argumentação global é inspirada pelas palavras do livro que têm à frente e ampliada a partir do segundo objecto desta oficina, o telemóvel. Alguns participantes vão ler o que mais lhes interessa e o que acham mais relevante daquele livro, os outros vão estar em directo nas redes sociais, a partir de vários planos. Interessa pesquisar estes três planos da leitura: a leitura para nós (estar connosco); ler com o outro e a consequente partilha; ler em várias dimensões: para o mundo através da câmara do telemóvel, para quem filma e para quem nos rodeia in loco.

Se tivéssemos meia hora em que todas as pessoas do mundo nos estão a escutar, o que diríamos?

Sinopse

21 é o número de performers que roubaram livros na cabine. 21 é número de perfomers que vão ocupar o espaço em forma de poesia de porta aberta. O público é convidado a entrar nesta exposição viva, onde pode observar a dicotomia entre os momentos de leitura e a versão online dos nossos corpos. Levar telemóvel é urgente e obrigatório.

Génese

Este projecto foi inicialmente desenvolvido em 2019, no âmbito da iniciativa Pouca Terra, Pouca Terra, uma mostra de teatro organizada pelo LAMA Teatro, inserida na programação do Festival F, que decorre em Faro.

A convite do LAMA Teatro, sob a direcção e coordenação de João de Brito, 21 mulheres oriundas da região do Algarve e ligadas às artes performativas, inspiradas pelas premissas propostas no decorrer da oficina de criação, construíram uma performance para ser apresentada no Festival F. Agora, propomo-nos a levar este projecto a outras localidades e regiões, desafiando outros intervenientes a embarcar nesta oficina/performance.

Concepção e coordenação | João de Brito
Interpretação | Participantes oficina “Roubei um livro na cabine de leitura e hoje vou ler”

Apresentações públicas

2023

01 a 03 março, 18h (oficina) | Festa do Teatro (Montemor-o-Novo)

04 março, 18h30 (performace) | Festa do Teatro (Montemor-o-Novo)

O valor das pequenas coisas

De João de Brito

Numa feira onde se vende de tudo, um rapaz rico não resiste a comprar tudo o que vê.

Vibra ao sentir aquilo que o dinheiro lhe permite alcançar. Sente-se poderoso. Sente-se um autêntico super-herói.

Veste-se e age como tal. Até descobrir uma pequena banca onde encontra uma rapariga que lhe pode mudar a maneira de ver o Mundo. O que ela vende não custa dinheiro; aliás, o dinheiro não lhe interessa. É mais simples do que isso: o que ela quer são coisas que fazem acelerar o coração.

Criação, encenação | João de Brito
Texto | David Machado
Interpretação |Cleia Almeida, João de Brito, Noiserv e Vítor Silva Costa
Cenografia |Wilson Mestre Galvão
Desenho de luz | Jorge Ribeiro
Figurinos | José́ António Tenente
Música original e assistência de encenação | Noiserv
Direcção de produção | Sandro Benrós
Co-produção | LAMA Teatro e Lu.Ca – Teatro Luís de Camões

Apoio institucional | Município de Faro

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Apresentações públicas

2022

03 novembro, 14h30 (escolas) e 19h (famílias)| Teatro Lethes (Faro)

17, 18, 25 e 29 novembro, 10h30 (escolas)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

22, 23 e 24 novembro, 10h30 e 14h30 (escolas)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

19 novembro, 16h30 e 18h30 (famílias)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

20, 26 e 27 novembro: 16h30 (famílias)| Lu.Ca Teatro (Lisboa)

2024

27 janeiro, 16h (famílias)| Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida (Montijo)

Romeu & Romeu

De João de Brito e Manuela Pedroso

O que é que matou o amor?

Esta é a primeira pergunta do espectáculo. Uma pergunta que se veste de conferência. Uma conferência que não o é, porque o amor é muito mais que palavras como resposta.

Partindo de uma ideia de amor de Shakespeare na sua obra primordial, ‘Romeu e Julieta’, Romeu e Romeu é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade.

Parece uma palavra fatal, assim como o destino de Julieta e Romeu, mas, se esta fatalidade não existisse, provavelmente estaríamos a falar de outros dois nomes, porque é inevitável um destino destes para que ele seja recordado.

Romeu e Romeu é um lugar de provocação, de provocações sobre a inevitabilidade

Ou não?

Espectáculo criado para todos os públicos, com a colaboração de todos os públicos, num processo pós-confinamento, claramente tocado pelo novo conceito de baile de máscaras.

Criação e interpretação | João de Brito e Nuno Preto
Texto | Nuno Preto com João de Brito
Aconselhamento artístico | António Durães, Leonor Keil, Pedro Gil e Valter Lobo
Criação de conteúdos video e fotografia de cena | João Catarino
Desenho de luz | Carlos Arroja
Música | Nuno Preto
Construção de cenografia | Tó Quintas
Produção | LAMA Teatro
Co-produção | Cine-Teatro Louletano / Teatro das Figuras / Teatro de Vila Real

Apresentações públicas

2021

9 outubro (horário a definir) | Évora Teatro Fest (Évora)

(Datas a definir) | CineTeatro Louletano (Loulé) – 5 espectáculos para escolas + 1 espectáculo para público geral

(Data a definir) | Teatro de Vila Real (Vila Real)

(Data a definir) | Auditório António Silva (Cacém)

Residências

21 a 30 setembro 2020 | Circolando (Porto)

8 a 18 setembro 2020 | CaPA (Faro)

26 a 30 agosto 2020 | Festival A Salto (Elvas)

17 a 23 agosto 2020 | O Espaço do Tempo (Montemor-o-novo)