As leis fundamentais da estupidez humana

Apresentações públicas

2023

25 maio a 9 julho | Teatro da Trindade (Lisboa)

16 setembro, 21h | Teatro Viriato (Viseu)

28 outubro, 21h30 | ACASO Festival Internacional de Teatro / Teatro Miguel Franco (Leiria)

2024

2 março (horário a definir) | CCL – Centro de Cultura de Lagos (Lagos)

23 novembro, 21h30 | Teatro Municipal da Covilhã (Covilhã)

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um ensaio de Carlo Cipolla de 1973 em que o historiador económico italiano definiu, de forma bastante cómica, o comportamento humano baseado nas nossas acções e nas consequências que elas têm nos outros. Para Cipolla, o grande perigo da humanidade é a estupidez e os estúpidos, pessoas que conseguem prejudicar-se a si próprias e aos outros e que, infelizmente, proliferam em todos os quadrantes da sociedade.

50 anos depois, João de Brito, decidiu levar à cena este texto filosófico e político, colocando a acção num talho e chamando várias artes para o acompanhar na encenação, Miguel Graça no texto, Noiserv na música e Vítor Ferreira no desenho, num espectáculo que se propõe ser ao mesmo tempo uma reflexão sobre os nossos tempos e sobre o maior dos nossos inimigos, a estupidez.

 

As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um texto provocador do italiano Carlo Cipolla, feito quase como uma brincadeira, que tem a intenção, corroborada pelas palavras iniciais do autor no prefácio, de ser algo humorístico e não irónico, preocupação que talvez antecipasse, mesmo que inconscientemente, os tempos em que vivemos actualmente, em que tudo deve ser medido não pelo conteúdo ou pelo significado mas apenas na extensão do que pode provocar no outro, ou seja, no que pode, ou não ofender o outro. São tempos estranhos, sobretudo para a comédia, e Cipolla parece ter já medo desta época em que o pensamento pode ser confrontado com o seu maior inimigo: a estupidez. François de La Rochefoucauld, já no séc. XVII, avisava-nos para essa nossa tendência para nos considerarmos superiores a nós próprios. Dizia ele, que todos nos queixamos da falta de memória, mas que nenhum de nós se queixa da falta de inteligência. Grande verdade da vida e grande mentira do nosso Eu, sempre resguardado por essa carapaça de que estamos acima dos outros, ou, pelo menos, acima da nossa certeza de que não somos o outro, ou seja, que não somos estúpidos. É uma verdade absoluta que Cipolla demonstra em poucas páginas:

A estupidez é uma acção que tem consequências negativas para nós e para os outros, e, infelizmente, sem que haja sequer consciência dessa realidade.

A grande questão de Cipolla é que a estupidez está directamente ligada com o poder, uma vez que quanto maior poder maior serão as consequências para quem é afectado pela estupidez e é nesse sentido que este texto acaba por ser, também, um manifesto político e uma reflexão importante sobre os nossos tempos.

Miguel Graça

Texto | Carlo M. Cipolla
Criação, encenação e dramaturgia | João de Brito
Adaptação e apoio à dramaturgia | Miguel Graça
Interpretação | João de Brito, Noiserv e Vítor Ferreira
Sonoplastia e apoio à criação | Noiserv
Desenho digital ao vivo | Vítor Ferreira
Desenho de luz | Jorge Ribeiro
Cenografia | F. Ribeiro
Figurinos | José́ António Tenente
Direcção técnica | Show Ventura
Direcção de producção | Sandro Benrós
Assistência de producção | Giulia Dal Piaz e Rita Rosado
Co-produção | Teatro da Trindade INATEL e LAMA Teatro
Apoio institucional | Município de Faro
Apoio | Teatro da Comuna
Agradecimentos | Cultura Editora, Hipnose – Produções Artísticas
Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

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